"E não importa se sua alma está fragmentada.
E não importa se seu coração está quebrado.
E não importa se seu sistema emocional está aos pedaços.
Não importa se você está despedaçada. O mundo não vai parar de girar para que eu o concerte.
O mundo é cruel e na maior parte do tempo não é um bom lugar para se viver... Mas, afinal o que é viver?
É deixar o oxigênio entrar pela suas narinas e sair gás carbono?
É levantar, comer, trabalhar, dormir... Segui uma rotina?
É caminhar com os olhos vendados por uma rua movimentada?
É pensar, refletir, questionar... Ou é sentir?
Viver é diferente de existir? Ou ambos são o mesmo nada?
Porque hoje me sinto novamente nada, uma grande casca oca que nem se olhar no espelho consegue... Porque se eu me visse...
Eu veria uma mulher com exatos vinte cincos anos, com um corpo esbelto, espessos cabelos castanhos, pele pálida pela falta de sol e olhos avelã opacos... Não! Veria um corpo sem alma, uma sombra de uma mulher, um fantasma de sua própria vida...
E tudo o que me tornei tem um único culpado, o amor.
O maldito e nefasto amor. Quem disse que o amor é bom?
Bem, eu digo... O amor é o ridículo da vida... Ele nos envolve, nos conquista, invadi nosso ser e no fim nos abandona deixando o frio vazio da decepção. "
autor: Srta. Zabini
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