terça-feira, janeiro 25

Na hora do almoço

Um vez um amigo me disse que teve a oportunidade de observar em uma de suas viagens um senhor que todos os dias estava sentado na mesma praça, no mesmo banco, na mesma posição, pensativo... vendo-o contar isso, em minha mente, e na dele também, veio diversas historias. O que será que estava passando na cabeça daquele senhor?O que será que ele tanto aguardava naquele banco? Então, em um domingo, na minha hora de almoço, enquanto observava diversas crianças brincando no pula pula da Aloha Brasil, ao meu lado estava um senhora de sorriso simpático, onde estava procurando qualquer motivo para puxar conversa. Sabe, aquelas pessoas que começam com “nossa, tá calor” dentro do ônibus tentando fazer uma amizade? Foi mais ou menos isso. Porém, ao invés de cortar a “conversa” como sempre nestes casos, o sorriso e a simpatia da senhora me deixou fascinada... e ali sentadas conversamos por uma horas mais ou menos.
Oitenta anos, oito filhos, viuva... uma vida inteira de acontecimentos, agora passa todos os domingos naquele banco do shopping, depois de um almoço solitário. O porque de tudo isso? Não sei...o coração de uma mulher esconde milhares de mistérios. Depois de saber quase tudo que acontece em sua vida... esqueci de perguntar o seu nome.

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