sábado, outubro 9

A praça...

Quando ele me contou o que estava prestes a acontecer logo soube, eu tinha o perdido. Respirei fundo e com uma voz que quase não saiu respondi "tudo bem" em meio sorriso. Eu sempre fui boa nisso, em desfarçar as coisas, mais com ele não funcionava, era impressionante como ele lia meus pensamentos. E com aquele sorriso que eu odiava, simplesmente pelo fato de me deixar sem ar e com a cara de idiota, me puxou para um abraço. Ali mais uma vez eu senti, era o fim... antes mesmo dele confirmar o que estava prestes a acontecer, eu já sentia o vazio no peito, e enterrei meu rosto em seu peito, em quando ele me abraçava com carinho. O seu perfume invadiu o meus pulmões me fazendo lembrar de momentos que antes era insignificantes, mas fariam falta dali em diante. Como aguentaria tudo isso? Como conseguiria voltar para aquele quarto escuro que me encontrava antes de conhecer o seu sorriso? Como deixar de ver o brilho dos seus olhos? Eu não queria, mas teria que ser forte... era decisão dele, se queria partir assim seria. Depois de ter passado algum tempo, não sei o quando exatamente, sentamos em baixo de uma árvore, e ficamos nos olhando... o que passava em sua mente brilhante? Nunca saberia. Eu não era como ele, não era uma intrometida leitora de pensamentos, mas nesse exato momento era o que mais queria, poder entrar em sua mente. Infelizmente chegou a hora de partir e em seu beijo tive a prova definitiva, não era um beijo comum de uma dia comum depois de um almoço comum... era a despedida, era o beijo de adeus que jamais esqueceria... o beijo em que ele tentou me sentir o máximo possível. Então, depois de mais um abraço ele se foi... esquecendo o mais importante, esqueceu de me devolver o pedaço meu que ainda restava com ele.

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